sexta-feira, 14 de julho de 2017



MARIA E A EUCARISTIA NA VIDA DA COMUNIDADE

Mulher, eis o teu filho. Eis a tua Mãe (Jo 19, 26.27).
Maria é a mãe inseparável da Igreja

Que Maria é Mãe de Jesus não é dúvida para ninguém, que Jesus no alto da cruz tenha entregado sua mãe como mãe do discípulo amado, também, o cristão encontra confirmação no Evangelho, e que ela esta reunida com os discípulos antes da realização da promessa de Jesus (cf. Lc 24,49; At 1, 8. -14) Ela é exemplo e mestra na arte de escutar a Palavra de Deus. Escuta, medita e responde colocando sua vida e todo o seu ser à disposição de Deus para que o projeto de salvação seja comunicado, conhecido e aceito pelos esperam, buscam e aceita a salvação que vem de Deus.
“A presença da Virgem Maria, Mãe de Deus e Mãe da Igreja, é importante reconhecimento, por parte da comunidade nascente. É a discípula, cheia de fé, e modelo no seguimento de Jesus. Sua fé foi dom, abertura, resposta e fidelidade". (DNC 104).
“A devoção à Mãe de Jesus e aos santos será visto no contexto do seguimento de Jesus Cristo e confiança no Pai” DNC 131. Como acolhida da ação do Pai por meio de seu amado Filho
A devoção a Maria, Mãe do Senhor aproxima o cristão da pessoa de Jesus Cristo, por que Maria é encontrada junto e na Comunidade do discipulado, dos seguidores de Jesus (cf. At 1,12-14) Ela é mãe e discípula, formadora na arte do seguimento do Mestre.
Maria acolhe a Palavra de Deus, torna-se Mãe e educadora do Filho querido do Pai, sua Missão, sua vocação especifica é colaborar com o plano salvador do Divino Pai Eterno. Abrindo se ao Plano de Deus, é a primeira abraçar a fé cristã e sua fidelidade dura para sempre. 
Maria é a grande missionária, sua primeira visita missionária, nós a encontramos no Evangelho segundo São Lucas (Lc 1,39-56). Tudo ela fez com humildade e ternura em vista dos Méritos de Jesus Cristo.
Ela é reveladora do Cristo Senhor. No Documento de Aparecida, a Igreja nos apresenta Maria como aquela que, sem dúvida é modelo e caminho seguro de cultivo da fé, da Comunhão no seguimento de Jesus Cristo (DAP 266-272).
Toda esta apresentação enraizada na Palavra de Deus contida na Bíblia e na vida da Igreja, na celebração da Páscoa de Cristo Jesus, nos prepara e nos da força para viver a fé no Filho de Maria e de aceita-la como mãe e modelo de discípulo de Jesus.
Em Maria e na Eucaristia se dá o verdadeiro encontro do homem e da mulher com Jesus Cristo. Cf.DAP 251, Ai encontramos o Senhor, renovamos o compromisso de aliança e somos alimentados na vida e na vocação de discípulo Missionário de Jesus Cristo.
Este encontro acontece mediante a força do Espírito Santo dado a Maria e que foi enviado aos discípulos por vontade e graça de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Aquele que a exemplo de Maria, ouviu, meditou, aceitou a Palavra do Evangelho, a Boa Notícia de Jesus Cristo, é alimentado no banquete eucarístico.
A Eucaristia é alimento que sustenta a vida da comunidade, porque mantém viva na vida do Cristão, a pessoa, a memória viva de Jesus Cristo, Maria e a Eucaristia, são para os discípulos dons de Jesus Cristo para que tenhamos a vida em seu nome.
Viver a fé em Maria como, Mãe de Deus, Mãe da Igreja e a fé na Eucaristia como lugar de encontro pessoal e comunitário com Jesus Cristo nos desafiam a acolher o Evangelho em todas suas dimensões e a fazer os caminhos de Jesus Cristo na intimidade com o Pai. O que implica verdadeiro e incondicional empenho na realização da missão que Jesus recebeu do Pai e deu a seus discípulos, com Maria aprendemos a arte de viver a Palavra de Deus e estar com Jesus a serviço de todos aqueles que necessitam da compaixão do Senhor.
Maria é o modelo perfeito no serviço de escuta e revelação da Eterna Palavra do Pai, sua vida é verdadeira oferta a Deus, para que se cumpra o desejo de revelar seu amor pelo mundo. Ela com sua vida seu ser nos mostra que é possível colocar-se diante de Deus com abertura necessária para realização do Projeto do de Deus Pai. Com humildade também no Espírito e com ajuda do Espírito Santo é que acolhemos Jesus no Mistério da Eucaristia, sem o exemplo de vida de Maria, é impossível viver em comunhão com Jesus Cristo que hoje vem a nós no Mistério da Palavra e da Eucaristia.
Maria Mãe do Senhor, é dada pelo Próprio Senhor como Mae de todos o que Nele Creem, assumiu o pedido de Jesus e este sempre junto da comunidade nascente (cf. Doc. 105 CNBB N.º 13-15) e com razão foi é chamada Mãe da Igreja. Maria ofereceu ao mundo as condições de reconhecimento de Jesus (cf. Lc 2, 15-18.25-322; Mt 2,11), hoje “a Igreja seguindo o Exemplo de Maria no acolhimento da Palavra de Deus oferece a todos o Evangelho de Jesus Cristo” (Doc 102 CNB Nº 74). Isabel encontra em Maria o Filho de Deus e faz sua confissão de fé, chamando-a de Mãe do Meu Senhor (cf.Lc 1,42-23), agora encontramos Jesus, o Filho de Maria, na pessoa do pobre, na comunidade reunida para escuta da Palavra, para oração e de modo todo especial no Mistério da Eucaristia.
   
Ó Deus de bondade, vosso Filho nos deu Maria como Mãe e se fez para nós, Pão da vida Eterna. Dai-nos a graça de corresponder em nossa vida o gesto de amor de Vosso amado Filho, ouvindo e acolhendo vossa Palavra na Bíblia, na vida da Igreja e no Mistério da Eucaristia. É o que vos pedimos Por Jesus Cristo, Nosso Senhor. Amém                                         

segunda-feira, 15 de maio de 2017




PENSAMENTO LIVRO

         O cristão, discípulo, discípula de Jesus Cristo foi chamado a ser luz do mundo. Deve dentro de suas possibilidades ajudarem as pessoas a se aproximarem e apaixonarem por Jesus Cristo e se colocarem em defesa da vida.
         O tempo dispensa comentário, fala por si mesmo, deixa sua marca cravada no ser e nas especiais.
         Por isso a cada manha e a cada noite, é o único tempo que tem para realizar uma ação, é o tempo que tem para viver e nem sempre por todo o período, este é o tempo que tem quer para viver, quer para morrer ou ressuscitar, é só o tempo presente e não outro.  
         Hoje e somente hoje quero pensar e valorizar as coisas que Deus fez e faz. Quero aproveitar tudo de bom que Jesus fez e faz em favor dos pobres, excluídos e marginalizados. Quero a exemplo d Jesus Cristo valorizar a vida lá onde ela se encontra para que Deus seja louvado e os homens e mulheres experimentem a alegria da comunhão e da harmonia do ser.

quinta-feira, 30 de março de 2017



DESPERTAR PARA VIVER UM NOVO DIA

Pe. José de Oliveira da Silva

Dela viemos e a ela voltaremos

Entramos neste mundo com a vocação e missão de conhecer e amar o chão que pisamos e o berço do qual aparecemos e um dia retornaremos no silencio da noite.
Ao despertar de um novo dia recebemos a ordem de “Cultivar e guardar a Criação” Gn 2,15. Que o Espírito nos desperte e nos conduza pelos caminhos da vida e nos dê a necessária energia para que respondamos a tão grande confiança.
A Quaresma faz parte do Ano Litúrgico, assim como o Tempo do Advento é tempo de preparação para a Celebração do Natal do Senhor, a Quaresma é tempo de preparação para a celebração da Páscoa da Ressurreição do Senhor Jesus. Na celebração do Tríduo Pascal, ponto central da fé cristã, razão de tanto empenho e apelo a nossa conversão.
É um tempo que se cauteriza pelo convite a conversão, a oração, o Jejum e a esmola (solidariedade: coleta de domingo de Ramos/Quinta feira Santa. Coleta para terra Santa). Para melhor viver este espírito quaresmal, a Igreja assumiu como tema para campanha da Fraternidade: BIOMAS BRASILEIROS E DEFESA DA VIDA, Cultivar e guardar a Criação, (Gn 2,15).
A criação não é nossa, é de Deus.  Nós somos convidados a cuidar, guardar, o que nos convence da importância do tema da campanha da fraternidade. Para nós não basta saber o nome dos seis Biomas Brasileiros, é preciso identificar as vidas presentes ai em cada um deles e identificando avançar em organizações que respeite e promova a obra do Criador.
Acolhendo a Palavra de Deus que nos chama à vocação ao cuidado com a vida, nos pede também conversão, olhando para a história aparece que o convite à conversão aparece depois da ordem de guardar e cuidar da Criação. Temos, pois que rezar e pedir perdão pela as agressões ao meio ambiente e as vidas ai presente em cada Bioma, mas sobre tudo precisamos pedir as luzes do Espírito Santo para que possamos progredir no zelo pela casa comum, conforme nos pede o Papa Francisco. 
É o Espírito de Cristo presente na Igreja que nos desafia a reconhecer as vidas e as culturas presentes nos Biomas brasileiros, bem como o apelo do Papa Francisco para que cuidemos com maior carinho da casa comum.
Sem o reconhecimento e respeito pelas vidas e expressões culturais e religiosas é impossível cuidar e zelar da casa comum.
Olhando a realidade de nossa história alguns pode até sentirem-se decepcionados, mas é preciso lembrar que em toda história, Deus sempre se lembra de seu povo e para testemunhar com maior profundidade o seu amor por nós, entregou não só a criação em nossas frágeis mãos, mas também seu próprio Filho Jesus Cristo Nosso Senhor.
Em Cristo toda criação ganha novo sentido e a própria historia se torna lugar da revelação do amor de Deus por nos.
O encontro com Cristo Ressuscitado impulsiona a pessoa a avançar por aguas mais profundas em busca de parcerias para melhor conhecimento e identificação dos Biomas e das vidas ai presentes. Conhecendo com mais profundidade o chão onde pisamos e dispondo de coragem para alargar os horizontes, certamente teremos e aproveitaremos as possibilidades de tornar nossa sociedade mais humana e respeitadora da vida.
O cuidado com a casa comum exige de um lado a capacidade de dialogar e de caminhar com o diferente e do outro a necessidade de embarcar nas aventuras de novas experiências sem perder o foco de nossa vocação comum que é a de cuidar e guardar a criação, pois da qual somos parte.
Uma espiritualidade fundada e alimentada na espiritualidade do discipulado de Jesus nos abre para aproximação de outras espiritualidades, e nos permite acolher com respeito outras formas de orar, pois cultura e história também são obras do Criador.
Sabemos e cremos que a fé é dom de Deus, um dom destinado a crescer e o crescimento deste dom em nós, implica na abertura para acolher os ensinamentos, proposta e convite que Deus nos faz por diferentes meios e veículos de comunicação presente na Natureza, na historia nas culturas e agrupamentos sociais e de modo especial no grito e silêncios dos pobres e marginalizados, (Mt 25, 31-40).
Cuidar desta porção da obra do criador envolve e custa a vida, enquanto cristãos somos chamados a cuidar com carinho desta porção da criação, utilizando e guardando a criação, pois nela encontramos os bens necessários a nossa estadia neste chão que tocamos com nossos pés, apalpando com nossas mãos. Como é agradável capitar com uma simples máquina fotográfica as nuvens, num voou, olhar de lá de cima nossos rios, nossas florestas, nossas planícies e montanhas.
Entristece-nos, ver lá do alto tanta degradação da Natureza e até de pessoas humanas, pessoas exploradas, pessoas que morrem nas filas de hospitais sem atendimento dignos de pessoa humana, pessoas que desgastam suas vidas nos ônibus em busca do pão de cada dia. “Cultivar e guardar a criação”.
Nossa fé nossa esperança nos pede maior engajamento na busca de harmonização do ser e confiança no amor do Pai. Tudo isso exige envolvimento em promoção de atividades que promova ações fraternas com a vida e outras culturas, a luz do Evangelho. “O Criador nos ama de tal modo que nos agraciou com o dom cultivar e guardara criação”. Só um Deus Pai amoroso pode confiar seus bem nas mãos daquele que Ele mesmo criou para o louvor e glória de seu Nome.
Sonhamos com aquele dia em que cada pessoa ao despertar diante um novo amanhecer, tome consciência que é parte integrante da Natureza e que até o momento vive e se alimenta d’água, do ar, do fogo e da terá e que tudo lhe foi dado de presente, mas que tudo pertence ao criador. Por isso é também nosso dever cultivar e guardar a esperança em que naquele novo dia o sol brilhara para todos.
Que o Espírito de Caridade, fraternidade, amor e perseverança, experimentado e vivido pelo Mestre seja mais uma vez derramados sobre nós para que sejamos portadores de relações fraternas e solidaria em defesa das vidas presentes nos Biomas brasileiros.      



sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Pe.Francisco Adão da Silva fazendo memória dos seu 29º ano de ordenação Presbiteral
Viver o Ministério é trazer a vida para a Eucaristia .  Elevar a Eucaristia para vida

domingo, 6 de novembro de 2016

                                        CELEBRAÇÃO DE TODOS OS SANTOS
Como Deus é bom, nos da a graça de fazer memória de todos os santos numa única celebração, de nos unir a Eles pelo Mistério da Sagrada Eucaristia. Onde celebramos a vitória, como queridos e queridas de Deus Pai, por meio de Jesus Cristo.
Se queres ser santo, escuta a Palavra de Jesus Cristo, aceite o convite que Ele nos faz: Vem, segue-me, procure amar como ele nos ama,